CP-CAMINHOS DE FERRO
PORTUGUESES-UVIR
Case Study
Pelos caminhos de Portugal
A UVIR investiu num novo projecto cerca de 330 mil contos,
com vista
a automatizar a venda de
bilhetes em viagens
de médio e longo
curso,
facilitando o trabalho dos revisores,
que estarão
equipados com um terminal portátil que possibilita
emissão
de bilhetes, multas e outros serviços.
Para este efeito foram adquiridas
700 máquinas que
começam
a
funcionar em fase experi-mental
já no início
do próximo ano,
no
iitinerário Barreiro-Faro.
Caso seja bem sucedida a iniciativa será aplicada a outras
zonas
do País. (...)
In
Semana Informática, 2001
por
Luísa Dâmaso

Case Study
CAMINHOS DE FERRO PORTUGUESES
Pelos caminhos de Portugal
A UVIR investiu num novo
projecto cerca de 330 mil contos, com vista a automatizar a venda de bilhetes
em
viagens de
médio e longo
curso, facilitando o trabalho dos revisores,
que estarão equipados com um terminal
portátil que possibilita
emissão de bilhetes, multas e outros serviços.
Para este efeito foram adquiridas 700 máquinas que começam
a funcionar em fase experimental já no início do
próximo
ano,
no itinerário
Barreiro-Faro.
Caso seja bem sucedida a iniciativa será aplicada a outras zonas
do País.
A UVIR é uma das unidades de negócios
dos Caminhos de Ferro Portugueses (CP), que actua na área das viagens
interurbanas e regionais.
Com um ano de existência, este sector emprega
cerca de 1600 pessoas, que desenvolvem projectos relacionados com
transportes
de
longo
curso.
No sentido de acompanhar o desenvolvimento
de outros países europeus, a UVIR optou por colocar em funcionamento
um projecto de
venda
de bilhetes em viagem. Na sequência de um concurso,
a ICL foi a empresa escolhida para
implementar este sistema, uma vez que
foi a empresa que, segundo Luís Oliveira, responsável de
Desenvolvimento
Organizativo e Sistemas da UVIR, «apresentou o projecto
mais próximo
dos critérios predefinidos pela
UVIR».
Este acordo com a ICL implica o fornecimento de 700 máquinas portáteis,
representando para a CP um investimento
total de cerca de
330 mil contos.
Agilizar a venda de bilhetes
Na sequência da divisão da CP
em áreas de negócios, «houve uma diminuição
de postos de venda e, por isso, existem
mais passageiros
que entram nos
comboios sem bilhete, logo o modo de emissão do título de
transporte tinha de ser
agilizado»,
explicou Luís Oliveira.
É neste cenário que surge o
TeamPad 7200, um equipamento autónomo, com ecrã táctil,
desenvolvido e fabricado
pela
Fujitsu Global
Products, que «funciona
sob um sistema operativo que pode ser o Windows 95 e inclui uma
impressora
térmica na cabeça para emitir
bilhetes».
Esta nova solução vai possibilitar
ao revisor efectuar a venda de bilhetes para percursos diferentes daquele
que é o do
comboio
em que
viajam, e que até ao momento, apenas
estavam disponíveis nas bilheteiras, permitindo desta forma
o aumento
da comodidade e
satisfação dos clientes.
É esta uma das fórmulas encontradas
pela CP para ir mais rapidamente ao encontro da nova cultura que a empresa
quer
implementar junto dos clientes, fortemente orientada para o mercado
e para a qualidade de serviço.
O revisor deixa assim de transportar consigo
quaisquer elementos de consulta adicionais para utilizar em trajectos mais
complexos, ou
seja,
por itinerários com bastantes apeadeiros onde
os utentes não têm possibilidade de adquirir bilhete,
desta
forma o revisor passa a
estar
apto para vender, em trânsito, qualquer
tipo de bilhete, independentemente da
origem e destino do cliente, bastando
para
este
efeito seleccionar no terminal portátil o trajecto que
o passageiro
deseja.
Para além desta funcionalidade o equipamento
permite registar a venda sem incorrecções, facilitando o tratamento
e
segurança das
receitas, uma vez que se encontram bastantes tarifas
em jogo.
Na prática, este aparelho permite facilitar
a vida ao revisor, que tanto pode emitir um bilhete para um curto trajecto
suburbano, como
produzir a extensão do percurso para um passageiro
que tem por destino um qualquer apeadeiro
regional, ou até mesmo
emitir uma
multa para um importuno fumador.
O TeamPad funciona apoiado por uma rede, que
segundo Luís Oliveira «é uma WAN com várias
redes locais onde se
integram os
servidores», ou seja, todo o
sistema gira em redor de um servidor central, situado na Direcção
de
Informática de Campolide (DIC),
que
estará conectado com
outros sete servidores locais, um por cada área abrangida
pelo projecto
(Porto, Coimbra, Entroncamento,
Lisboa,
Barreiro, Faro e Aveiro).
Ligados a estes servidores locais através
do Comunication Interface Unit (CIU), os TeamPad descarregam a informação
através de
infravermelhos que, posteriormente, será centralizada
no servidor principal sedeado na DIC.
Estes postos locais assentam no sistema operativo
Windows NT, e numa base de dados on-line, que permitem
diariamente a
actualização
automática dos dados e tarifas inseridos no TeamPad.
Luís Oliveira mencionou a possibilidade
de, num futuro próximo, se utilizar estas máquinas nos postos
de venda fixa.
Ou seja, realizar contratos com tabacarias, ou outro género de estabelecimentos
situados na área das estações de
caminho de ferro
onde
não existam trabalhadores da CP, para que, utilizando os TeamPads
se efectue a venda fixa de
bilhetes.
Outro dos projectos em estudo, que será
aplicado numa fase seguinte, é o recurso ao cartão de
crédito, ao
porta-moedas Multibanco
(PMB) e ao cartão de débito.
Relativamente às espectativas, Luís
Oliveira espera que «já no princípio do próximo
ano o TeamPad funcione em regime
experimental
por
dois meses na área
Sul, mais precisamente entre o trajecto Barreiro-Faro, podendo mais tarde,
dependendo do sucesso da sua
implementação, ser alargado a
todos os serviços de médio e longo curso da CP».
Ficha da Empresa
UVIR - Unidade de Viagens Interurbanas e Regionais - CP
Morada: Av. Infante D. Henrique, Nº 73, 1 º
1900
- 263 LISBOA
Tel: 21 811 23 52
Fax: 21 811 23 46
Biografia do Responsável
NOME: Luís Oliveira
FUNÇÃO: Responsável de Desenvolvimento
Organizativo e Sistemas
In Semana Informática, 2001
por Luísa Dâmaso